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Com maioria de casos em São Paulo, governador Tarcísio de Freitas faz piada com mortes por etanol e diz que só vai se preocupar quando falsificarem Coca-Cola

  • Foto do escritor: Léo  Puglia
    Léo Puglia
  • 8 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
Pablo Jacob/Governo de SP
Pablo Jacob/Governo de SP

O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros do país de intoxicação pelo metanol em bebidas, com 15 casos confirmados e 164 sob análise. o que representa mais de 82% do total do país. Mesmo assim, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, fez piada com as mortes e disse que só vai começar a se preocupar no dia em que os bandidos começarem a adulterar Coca-Cola. A declaração revoltou comerciantes de bebidas e, principalmente, os familiares das pessoas internadas e mortas por intoxicação.


Tarcísio deu a declaração após uma reunião com representantes do setor de bebidas. durante o evento, foi revelado que a polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol. uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem.


Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol.


Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. Segundo médicos, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado.

 
 
 

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